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Partido Pelos Animais

Alguns Poemas...( Filipe de Albuquerque)

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Alguns Poemas...( Filipe de Albuquerque)

Mensagem  Filipe de Albuquerque em Dom Jun 28, 2009 3:43 pm

SUSPENSÃO


SINTO, INEXPRESSAVELMENTE DITO, O CONFLITO...
DOI-ME, UM SILENCIO VAGO COM LUZES DE CABECEIRA, NA FRONTEIRA...
EU, CIRCUNSTANCIA DE SER, SOBREPOSTO A MIM NO AR, O LUAR...
UM DESEJO QUE SE TIVESSE POR INDEFINIDO, NUM BEIJO IMPRECISO A UM DEUS PERDIDO.
FORÇA EXTASIANTE DE ESTAR, POR E PARA PENSAR...
PEÇO, PASSA, DEVAGAR A HORA QUE MAÇA, NA VIDRAÇA...
QUE DESGRAÇA !


por: FILIPE DE ALBUQUERQUE

SILENCIO CIRCULAR

NÃO HÁ "CHUVA OBLIQUA" LÁ FORA
COM QUE SE TRAGA DE DENTRO DE MIM
A POSSIBILIDADE DE ESTAR MAIS UMA HORA
CIRCUNSCRITO EM EXISTIR ASSIM

PORQUE HÁ EM MIM UM SILENCIO CIRCULAR
TÃO OBTUSO DE SER SÓ SILENCIO
QUE O SILENCIO DE ME SENTIR PENSAR
FAZ DO PENSAMENTO UM SILENCIO

por: FILIPE DE ALBUQUERQUE

FUMADOR

NESSE FUMO PODEROSO E LENTO
EM QUE ME ANDO A ENGANAR
SINTO SEMPRE EM CADA MOMENTO
QUE A MINHA VERDADE É FUMAR

NA TRÉMULA PIRISCA QUE AGARRO
VEJO PÁGINAS IMENSAS DE ESTUDO
METAFISICAS DE VAZIO CONTEÚDO
NO FUMO BREVE DE UM CIGARRO

por: FILIPE DE ALBUQUERQUE



IRONIA


NA NÉVOA DENSA DE MADRUGADA
NO CIGARRO QUE ARDE POR INTEIRO
A INSPIRAÇÃO QUE PERECE LEVADA
ASFIXIA DE SILÊNCIOS NUM CINZEIRO

AO LADO, A VELHA CIGARREIRA
ENTREABERTA JÁ DEIXA ADIVINHAR
NA PONTA DA VELHA LAPISEIRA
O SILENCIO QUE ESTA PARA DURAR

POIS QUE SURJAM DA NOITE ESCURA
OS VERSOS CARDOS QUE A MÃO ME CALA
ESCUTE-SE NUM RASGO DE LOUCURA
ESSE LENTO CIGARRO QUE A MIM ME FALA


por: FILIPE DE ALBUQUERQUE

SER

EU SOU DO QUE FICA, O EU QUE VOU
SOU UM MUNDO QUE CORRE SOZINHO
DA SOLIDÃO EM QUE SE FAZ O CAMINHO
NÃO ME CONCEBE SABE-LO, SE O SOU...

POIS SÓ SENTE, QUEM SE SABE MENTIR
E ENTRE ESSE, EM QUE EU ME MINTO
E AQUELE EM QUE JULGO O QUE SINTO
NÃO SINTO...MAS SEI QUE CONCEBO SENTIR !


por: FILIPE DE ALBUQUERQUE

DESTINO

SOU DE UMA INEXISTÊNCIA CALMA
POR ONDE ESCREVO SEM DIZER
NÃO TENHO ALVOROÇO NA ALMA
PELO QUAL ME POSSA ESCREVER

SENDO, JÁ NÃO SOU FELIZ...
SABENDO, NÃO SOUBE SABER...
É DA TINTA QUE EU NÃO QUIS
POR ONDE SE ESCORRE O MEU SER !


por: FILIPE DE ALBUQUERQUE



AUSENTE


HOJE NÃO PRETENDO JÁ DEFINHAR NA IDEIA PARDA DE COMUNICABILIDADE !
EU CORRO SUBTRAÍDO AO CORTEJO SE QUERO NA SOMBRA, O REAL...
... POR ISSO DEVOLVI ONTEM AO CARTEIRO, O POSTAL DE AMANHÃ ADIVINHADO...
E FICOU DE MIM, ERRANTE, UM BOCEJO DE TÉDIO SEM VIRGULAS !
...MARASMO ULTRA CONGELADO DE PALAVRAS COM MICRO-ONDAS...
SOMBRA PARDA, EM QUE OS ADJECTIVOS ENVERGONHADOS JÁ NÃO AFLUEM...

...CERTO DE QUE NÃO ME EMPREGA DIMINUI-LOS DESSE ABSOLUTO NATURAL,
EM QUE SE FAZ O SILÊNCIO POR ONDE AINDA NÃO MORO...
...VÃO COMO ENCARNAÇÕES REDUNDANTES, NO PASSATEMPO OPACO
QUE A VIDA EMPRESTA EM ESMOLAS DE RACIOCÍNIO ...

...AI SE CANSA E INCOMODA TANTA VARIEDADE !
TANTA LOUÇA DA CHINA, QUEBRADA OU POR PARTIR...
TROPEL DE PANTEADAS EM SONORO DOLBY SORROUND...
POR ONDE SE ANTECIPAM DESELEGÂNCIAS POR BROTAR
NO DARWINISMO MUTAGÉNICO COM QUE SE EXISTE...

OS ESTORES DA MINHA JANELA FECHAM-SE DA POSSIBILIDADE...
LÁ FORA, CHOVE SEM TEMPORAL, SOSSEGADAMENTE!
DORMENTE RETOMO DA HORA, PROXIMIDADE!
RETOMO TRANQUILO, DO INORGÂNICO,
A ESPESSURA QUE ME SERVE...
E SOU ASSIM, POR DEFINIÇÃO, AUSENTE !

.
por: FILIPE DE ALBUQUERQUE

O SER...

AO RELÓGIO...ENTRE O TEMPO E A ARESTA DA SETA ( O Movimento )
O QUE É ?...ENTRE O QUE SOU E AQUILO QUE SOIS ( O Espaço )
EM QUE FICO FICAR ENTRE O ANTES E O DEPOIS ( O Tempo )
EM QUE FICO APÓS E AQUÉM DA META ( O Presente )

UM TANTO... QUE NOS LEVA A PENSAR ( A Substancia )
QUE HÁ METAFISICA E FILOSOFIA ( O Mistério )
NESSA ALEGRIA TÃO ESTRANHA DE CHORAR ( O Belo )
TÃO SEMPRE ALHEIA À PRÓPRIA ALEGRIA ( A Consciência )

NEM SONHO NEM QUERER NEM MORTE ( O Cárcere )
NADA CONTEM ESSA ÂNSIA ETERNA ( A Pulsão )
QUE O DESASSOSSEGO TROUXE E A SORTE ( O Destino )

DEUS NÃO SE QUIS PORQUE É SEM QUERER ( A Circunstancialidade )
NEM O AMANHÃ INCERTO QUE NUNCA VIRÁ...( Critica ao Principio da Incerteza de Eisenberg )
...É DE TUDO E DESTINO QUE SE FAZ O SER... ( A Realidade )

Coimbra 08 de Outubro de 2004

A LUÍZ PACHECO...

ESTÓRIAS

DESCEM-SE DE ESTÓRIAS AS RUAS
E POR DEBAIXO DAS PEDRAS NUAS
OCOS NOSSOS PASSOS AO DESCER
ECOAM-ME LASSOS POEMAS DE VIVER

SONOS QUE Á DISTANCIA DO SOAR
COMO CORDAS SUSPENSAS DE LUAR
SOMBREIAM NO VAZIO DOS ESPAÇOS
O QUE JÁ NÃO SÃO SE FORAM PASSOS !


COIMBRA 23 DE JANEIRO DE 2008

( Feito no e para o Fórum com a circunstancia possível sofrerá posterior revisão )


PROTO-POEMAS DO SER...


SE EU, ONTEM...

...UM DIA AINDA FOSSE POR HOJE CRIANÇA, E...

...QUISESSE DE AGUAS LUSAS, FALAR A PANTOMINAS DO SER...

...COM UM ME TALVEZ, DIRIA JÁ RAÍZES FUNDAS QUE :

SER, É ESSE ESTAR-SE, PELO LADO DE FORA DOS OLHOS E PARA DENTRO DAS COISAS ! CONNOSCO...

...E ASSIM...

...COM A INFÂNCIA À MISTURA EMBARCADO EM PAPEL POSTAL DE VIAGEM INCERTA...

...SORO SENTIR-ME, FUMADO A REBUÇADOS PELO MEU CIGARRO E... TODO EU !...

...PENSAMENTOS EM FUMO...BOLAS DE SABÃO E JARDINS JAPONESES...



Atentamente>FILIPE DE ALBUQUERQUE



HORA

HORA...
ENCONTRO DE VAZIOS DISCRETOS COM ILUSÕES SONORAS,
"ENTRESUBSTANCIA" DISSONANTE DE ALGARISMOS À SOLTA,
POEMA DE PORTAS FECHADAS E PERSIANAS CORRIDAS...

HORA...
INSTINTO FANFARRA DE SONOS DIURNOS E CIGARRILHA,
ALVORADA E OCASO DE ALHEAMENTOS POR DESEMBRULHAR...
PRÉ PENSAMENTO E PROTO ÁCÇÃO DE RECORDAÇÕES POSTERIORES...

HORA...
VESTIDO SEM BAILE. FATO SEM CAUSA. GRAVATAS DO FALSO TRIUNFO!
MALA DE VIAGEM SEM BILHETE, SEMPRE AQUEM E ALEM DE QUALQUER DESTINO
VIDRAÇAS DEPOIS DA CHUVA OU ANTES DELA...

Atentamente>FILIPE DE ALBUQUERQUE



Atmosferas... (Coimbra Café Capri )

Estava liquida e "plásmica"a alma da manhã por adivinhar na cidade e corria nela, como que adiantado ás horas, um vento molhado em sombras de gente que emergiam já a pontear a claridade...era uma brisa surda por dentro da gramática das horas dolentes, mansa, no sono tardio que a memoria da alma ainda não esquecera, mas em que as imagens, traziam já, esse pressagio aritmético de ritmos e formas em construção.
O eléctrico de outrora soava ainda nos trilhos vazios da estrada e a torre da Universidade ao longe, convidava como antigamente...fui para as aulas num café ali ao lado e tomei sem livros o pequeno almoço de antes.

Atentamente>FILIPE DE ALBUQUERQUE


Última edição por Filipe de Albuquerque em Dom Jul 25, 2010 12:17 am, editado 4 vez(es)

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Poesia a Pontapés

Mensagem  Filipe de Albuquerque em Sex Jan 15, 2010 12:43 am

Agrada-me a Ideia de escrever um poema a pontapés
Tal como este que estou para aqui a escrever...de pensamento sentado !
Entre isto dou-lhe mais um e lá sai de rajada, outro verso.
Agora que se me acabaram os pontapés...Está feito !

>FILIPE DE ALBUQUERQUE

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Re: Alguns Poemas...( Filipe de Albuquerque)

Mensagem  Peregrino em Ter Jan 19, 2010 9:31 pm

Maravilha! cheers

Taí, micropoemas podem dar o seu recado e ainda ser divertidos...

Gostei do "ausente"

parabéns!

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Re: Alguns Poemas...( Filipe de Albuquerque)

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